O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou nesta quinta-feira (29) a 2ª fase da Operação Pretorianos, que mira a participação de policiais na segurança armada do contraventor Rogério Andrade. O bicheiro era alvo de um mandado de prisão, mas ele já estava encarcerado por outro processo, o da morte do rival Fernando Iggnácio.
Dois policiais militares aposentados foram presos: Carlos André Carneiro de Souza e Marcos Antonio de Oliveira Machado. A Corregedoria da PM acompanhou a ação.
O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) denunciou Rogério, Carneiro e Machado por constituição de organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à corrupção ativa. A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da capital.
De acordo com o Gaeco, os PMs aposentados fazem parte da equipe de segurança pessoal do contraventor e prestam serviços diretos a Rogério e a seus familiares.
Carneiro, por exemplo, foi denunciado por subornar um policial militar da ativa para obter informações sigilosas sobre operações policiais e para direcionar ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos explorados por grupos criminosos rivais.
Rogério Andrade, patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, está desde novembro de 2024 no Presídio Federal de Campo Grande (MS), acusado de ter mandado matar Fernando Iggnácio.
A Operação Pretorianos
A Operação Pretorianos foi deflagrada em março de 2024 pelo Gaeco, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Além das 18 prisões, foram cumpridos cerca de 50 mandados de busca e apreensão. As investigações também identificaram o envolvimento de policiais que já haviam sido excluídos da corporação.
Segundo o Ministério Público, 31 pessoas foram denunciadas pelo crime de organização criminosa.
*Com informações do G1






