A deputada estadual eleita Ana Paula Mendes (PSD) atribuiu sua vitória nas urnas à relação de confiança construída durante quase 20 anos de jornalismo no interior do Rio de Janeiro. Em entrevista ao Manchete RJ, ela afirmou que fez campanha sem apoio de prefeitos, vereadores ou empresários e apontou a defesa das mulheres como uma das principais bandeiras do futuro mandato.
Segundo Ana Paula, o resultado representa a continuidade de uma trajetória marcada pelo contato com a população e pela cobrança de soluções para problemas acompanhados como jornalista.
“Eu não tive apoio de nenhum prefeito dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro. Eu não tive apoio de nenhum vereador, de nenhum empresário”, declarou.
A deputada eleita afirmou ter recebido votos em 88 municípios. Na avaliação dela, o alcance da candidatura ultrapassou a área de cobertura da emissora em que trabalhou e foi sustentado pela proximidade com os telespectadores.
“Foi uma caminhada extremamente pé no chão, uma caminhada humilde. Não foi uma construção de uma hora para outra. Foi uma construção de quase duas décadas. E é uma construção que eu preciso honrar a partir de 2027”, disse.
Do jornalismo para a Assembleia
Ana Paula afirmou que pretende manter no Legislativo a postura de cobrança e fiscalização adotada na carreira jornalística. Antes da posse, ela tem visitado a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro para conhecer o funcionamento da Casa e se preparar para o mandato.
“Eu quero engolir o regimento interno da Casa, eu quero entender como é que funciona a Casa, para, quando chegar em 2027, eu já ter uma familiaridade e começar a trabalhar de fato”, afirmou.
Defesa das mulheres
Questionada sobre suas prioridades, a deputada eleita destacou a defesa das mulheres. Sem detalhar o episódio, ela mencionou uma experiência pessoal difícil como mulher e mãe e afirmou que deseja evitar que outras mulheres enfrentem injustiças.
“Mulher, para mim, é uma bandeira muito forte. E quanto mais mulheres na política a gente tiver… É um caminho sem volta, porque a mulher tem um jeito diferenciado de ver a coisa”, declarou.
Ana Paula também afirmou que pretende levar à Alerj demandas de diferentes áreas, a partir dos problemas que acompanhou durante sua atuação profissional.
“Eu sou jornalista, observei muitos problemas, tentei cobrar dos próprios políticos a solução de muitos problemas. Então existe uma pluralidade no jeito da Ana de trazer para a Alerj”, concluiu.





