A advogada Florence Rosa anunciou, nesta quinta-feira (11), que deixou a defesa de Monique Medeiros no caso da morte do menino Henry Borel. A informação foi divulgada pela própria advogada por meio das redes sociais.
Segundo Florence, sua contratação estava restrita à atuação durante a sessão plenária do Tribunal do Júri. Ainda de acordo com ela, divergências quanto à estratégia de defesa levaram ao encerramento de sua participação no caso, em decisão tomada de forma consensual entre as partes.
“Atuamos na defesa de Monique Medeiros, cuja contratação limitava-se exclusivamente a atuação na sessão plenária do Tribunal do Júri. Tínhamos a disposição de seguirmos até a fase recursal, dado o recurso pendente. Com a chegada de um novo colega à defesa, e, diante de uma legítima incompatibilidade de estratégias defensivas, decidimos, em comum acordo, encerrarmos a nossa atuação no caso”, afirmou.
Com a saída de Florence Rosa, a defesa de Monique Medeiros passará a ser conduzida por outro advogado.
No dia 4 deste mês, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu um perdão judicial a Monique Medeiros no julgamento da morte do filho. A magistrada usou um recurso previsto no próprio Código Penal e extinguiu a pena da mãe no assassinato de Henry. O padrasto do menino e ex-companheiro de Monique, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado a 44 anos de prisão.
Ao justificar o perdão, a magistrada citou uma “perseguição implacável” e um “franco massacre” vivido por Monique nos últimos 5 anos e lembrou que ela foi uma mãe exemplar — além de ser ré primária.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), porém, viu interferência da juíza no veredito e entrou com recurso no dia 6.
*Com informações do G1




