Índia Armelau (PL) chega à nova legislatura como a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro, com 248.504 votos. A parlamentar foi eleita pela primeira vez em 2022 e conquistou a reeleição em 2026, consolidando-se como um dos principais nomes da direita bolsonarista na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Amanda Brandão Armelau é ex-nadadora profissional e nasceu em Manaus (AM). Com forte presença nas redes sociais, Índia reúne cerca de 914 mil seguidores no Instagram, onde produz conteúdo voltado à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de pautas identificadas com o campo conservador. A deputada ganhou destaque durante o primeiro mandato ao propor a criação de um “banheiro trans” em estabelecimentos públicos do estado do Rio.
No ano passado, a deputada também foi alvo de uma investigação do Ministério Público por suspeita de rachadinha. A parlamentar negou as acusações, classificou as denúncias como mentirosas e afirmou que adotaria medidas judiciais.
Já Dr. Luizinho (PP) foi o candidato a deputado federal mais votado no estado do Rio de Janeiro, com 213 mil votos. Médico, ele tem uma trajetória política ligada à gestão da Saúde. É presidente do diretório estadual do PP e líder do partido na Câmara dos Deputados, em Brasília. Este será seu terceiro mandato consecutivo.
Dr. Luizinho foi secretário estadual de Saúde do Rio em dois períodos. O primeiro ocorreu durante o governo de Luiz Fernando Pezão. Posteriormente, voltou ao cargo no governo de Cláudio Castro. Ele começou sua carreira política em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde também ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde.
Suas passagens pela Secretaria Estadual de Saúde também foram marcadas por investigações e questionamentos envolvendo contratos públicos e empresas ou organizações ligadas a pessoas próximas. Reportagens apontaram suspeitas de irregularidades em contratos da Fundação Saúde, uma empresa fornecedora de medicamentos investigada pela Polícia Federal, contratos de uma organização social que somavam centenas de milhões de reais e pagamentos a um laboratório ligado a um sócio de seu primo.
Dr. Luizinho negou envolvimento com as irregularidades e, em relação à empresa investigada pela Polícia Federal, afirmou que as suspeitas eram uma “ilação sem fundamento”.




