Dezenas de motoboys se reuniram nesta quarta-feira (28), na Baixada Fluminense, para protestar contra três assassinatos de trabalhadores da categoria em diferentes regiões do estado, ocorridas em uma semana. A última delas na noite da última terça (27), em São João da Meriti, onde ocorreu a manifestação. Isso sem contar a morte de dois motoboys no Norte Fluminense, que faleceram em diferentes acidentes neste mês.
Os crimes
O motoboy Bruno Barbosa dos Santos, de 24 anos, foi abordado por dois criminosos durante a noite, teve sua motocicleta roubada e, em seguida, atirou sofreu um tiro no rosto. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local do crime. Os suspeitos fugiram e ainda não foram identificados.
No último domingo (25), Paulo Vitor Lopes, de 25 anos, também foi morto a tiros de forma semelhante, só que no município de Senador Vasconcelos, na Zona Oeste. Ele fazia uma entrega em uma pizzaria, quando foi abordado por criminosos, teve a moto roubada e foi baleado diversas vezes na Avenida Cesário de Melo.
Já Marcelo Júlio da Silva, de 52 anos, foi assassinado na última quarta-feira (21), durante uma tentativa de assalto, em Vista Alegre, na Zona Norte do Rio. Ele teria se recusado a entregar a chave da motocicleta aos criminosos.
Acidentes no Norte Fluminense
Na última segunda-feira (26), João Miguel Barbosa dos Santos Rangel, de 21 anos, morreu após se envolver em uma colisão com um caminhão-pipa, na BR-356, na altura da Curva de Grussaí, em São João da Barra. Ele trabalhava como motoboy em um comércio na localidade de Cajueiro e o acidente ocorreu enquanto ele retornava de uma entrega em Grussaí.
Há 20 dias, Júnior Barreto Cruz, de 45 anos, morreu após cair no fosso do elevador de um condomínio no Centro de Campos dos Goytacazes. Ele abriu a porta e teria se surpreendido com a ausência da cabine, que não estava no local.
Manifestação
O g1 publicou que a manifestação desta terça-feira (28) reuniu trabalhadores que protestavam contra a sequência de crimes violentos envolvendo profissionais que utilizam a moto como principal instrumento de trabalho.
Em um vídeo, um mototaxista fez um desabafo emocionado e afirma que a situação se tornou insustentável. “Já chega, nós tá sofrendo demais. Nós tá morrendo demais. Parem de nos matar. Isso tem que acabar!”, disse o trabalhador .





