O estado do Rio de Janeiro pode viver uma situação política incomum em 2026: a escolha de dois governadores no mesmo ano. O cenário passa pela possível renúncia do governador Cláudio Castro (PL), que precisará deixar o cargo até o início de abril caso queira concorrer ao Senado nas eleições de outubro.
Se Castro sair, o estado não terá quem assuma automaticamente o comando do Executivo. Por isso, a legislação prevê a realização de uma eleição indireta, feita pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para escolher um governador-tampão, que permaneceria no cargo até janeiro de 2027.
A eventual eleição indireta ocorre por uma combinação de fatores que impedem os nomes da linha sucessória de assumir o mandato neste momento. A escolha seria feita pelos deputados estaduais, que definiriam quem governará o estado até o fim do atual mandato, em janeiro de 2027, quando toma posse o governador eleito pelo voto direto nas eleições de outubro.
O que é o governador-tampão?
O chamado governador-tampão é um chefe do Executivo escolhido de forma provisória para completar o mandato em curso. No caso do Rio de Janeiro, esse governador não seria eleito pelo voto direto da população, mas sim pelos deputados da Alerj.
Mesmo sendo temporário, o cargo tem peso político relevante, já que o ocupante comandaria a máquina estadual durante o período da campanha eleitoral de outubro.
Paes x Ceciliano?
Apesar de ainda não ter sido oficializada, a eleição indireta já apresenta uma primeira rivalidade. Eduardo Paes e André Ceciliano despontam como possíveis nomes. O PT estuda lançar o secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, André Ceciliano, ex-presidente da Alerj entre 2019 e 2023. Já o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, oficializou sua pré-candidatura em entrevista concedida nesta semana.
Na segunda-feira (19), Eduardo Paes afirmou que vai apoiar o presidente Lula, mas disse não descartar alianças locais com políticos que se oponham ao governo federal. O prefeito também fez críticas a Ceciliano. Em resposta, Ceciliano classificou a declaração de Paes como uma “fala nervosinha”, em referência a um suposto apelido atribuído ao prefeito em planilhas da Lava Jato.

Correndo por fora
Nomes como Nicola Miccione, secretário estadual da Casa Civil, e Douglas Ruas, secretário estadual das Cidades, também são especulados para assumir o mandato-tampão. No entanto, até o momento, não há definição sobre possíveis candidaturas.
*Com informações do G1





