A Polícia Civil prendeu 3 suspeitos na localidade conhecida como Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na manhã desta quarta-feira (7), e localizou a construção de um novo espaço de lazer atribuído ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, apontado como um dos principais chefes do crime organizado na região.
De acordo com a Polícia Civil, os presos foram capturados em uma área de mata, onde também foi encontrado um fuzil. Durante as buscas, os policiais identificaram o espaço, ainda em construção, com piscina e churrasqueira, que seria usado como espaço de lazer por integrantes da facção criminosa ligada a Peixão.
O local apresentava pichações com a frase “exército de Israel” e a Estrela de David, símbolo religioso que, segundo a polícia, vem sendo indevidamente apropriado pelo grupo criminoso para identificar a facção. A área já era monitorada pelos investigadores como possível ponto de apoio ao tráfico de drogas na região.
Em março de 2025, a polícia demoliu um outro resort e uma academia do traficante Peixão em Parada de Lucas, na margem da Avenida Brasil, Zona Norte do Rio. O “Resort Green” era um espaço com um lago privado para a criação de carpas e com piscinas, e um prédio onde funcionava uma academia de ginástica com equipamentos modernos de musculação.
Além das prisões, a ação desta quarta-feira também tem como objetivo capturar o criminoso conhecido como “CB”, apontado como chefe do tráfico na comunidade e considerado um dos principais aliados de Peixão. As buscas seguem em andamento.
A operação é conduzida pela Força-Tarefa Cerco Total, formada por delegacias especializadas da Baixada Fluminense. Participam da ação agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF), da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Baixada Fluminense (DRFA-BF) e da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Baixada Fluminense (DRFC-BF).
A ação faz parte da 2ª fase da Operação Torniquete, que tem como foco o combate aos crimes de roubo, furto e receptação de cargas e veículos — atividades que, segundo a polícia, financiam o tráfico de drogas, disputas territoriais entre facções e o sustento de familiares de criminosos presos ou em liberdade.
*Com informações do G1





