
Vilmar Ferreira Rangel, jornalista, publicitário, poeta e relações públicas, faleceu nesta quinta-feira (21), aos 87 anos, em Campos dos Goytacazes. A Associação de Imprensa Campista (AIC) lamentou a perda, destacando sua contribuição para a comunicação e a cultura da cidade. Vilmar foi entusiasta de projetos culturais, como o Festival Doces Palavras, e teve uma carreira marcante na imprensa e na literatura.
Atuou como repórter, editor, crítico de cinema e professor, além de passar por veículos como Monitor Campista, O Fluminense e diversas rádios locais. Na literatura, foi membro de academias e clubes literários, além de idealizador do movimento “Sintetismo Espácio-Temporal”. Ele deixa esposa, filho, nora e duas netas.
A nota da AIC destacou sua dedicação à preservação do patrimônio histórico da cidade. “Campos perde um dedicado pesquisador e ativista cultural, que dedicou sua vida à comunicação, à literatura, mas especialmente à recuperação e à preservação dos monumentos, bustos, hermas e marcos do município”.
Nota da AIC na íntegra:
A Associação de Imprensa Campista lamenta profundamente o falecimento, nesta quinta-feira (21/11), do jornalista, relações públicas, publicitário e poeta Vilmar Ferreira Rangel. Uma das personalidades mais importantes da comunicação e da cultura em Campos dos Goytacazes. Sócio da AIC, era grande entusiasta dos projetos culturais da associação, como o Festival Doces Palavras, participando de diversas edições.
Ao longo da carreira, exerceu diversas funções na comunicação social, como assessor de imprensa da Coperflu e da Cooperleite, contato da agência de propaganda “Nova Campos”, professor de cursos de Comunicação Social na Faculdade de Filosofia de Campos (atual UNIFLU), crítico de cinema em Folha do Povo (1961-1962), repórter, locutor, noticiarista e produtor nas rádios Cultura, Continental, Campista Afonsiana e Campos Difusora. Publicou crônicas e artigos durante vários anos nos jornais “A Notícia”, “O Dia”, “Monitor Campista”, “Segunda-feira”, “A Cidade” e “Folha do Comércio”.
Foi repórter profissional dos jornais “Folha do Povo” e “Folha do Comércio”, além de editor geral do “Monitor Campista”. Foi também diretor da sucursal de Campos de “O Fluminense”.
Na literatura, foi o primeiro sócio eleito da Academia Pedralva, Letras e Artes (1952), sócio fundador do núcleo de Campos da União Brasileira de Escritores, sócio fundador do Clube de Poesia de Campos e dirigiu o suplemento literário do jornal “Folha do Povo” (décadas de 1950 e 1960). Lançou, com Joel Melo e Prata Tavares, em 1958, o movimento “Sintetismo Espácio-Temporal”, na linha do neoconcretismo. Desde o ano 2000, era membro da Academia Campista de Letras (ACL).
Campos perde um dedicado pesquisador e ativista cultural, que dedicou sua vida à comunicação, à literatura, mas especialmente à recuperação e à preservação dos monumentos, bustos, hermas e marcos do município de Campos.