O Goytacaz informou nesta quarta-feira (19) que o Americano pretende assumir eventuais punições que possam ser aplicadas pela Justiça Desportiva em razão das ocorrências registradas na partida contra o Resende, disputada no Aryzão, no dia 1º de agosto, pela Série A2 do Campeonato Carioca. Segundo a diretoria alvianil, o clube alvinegro comunicou que está trabalhando para que qualquer penalidade, seja financeira ou relacionada à perda de mando de campo, recaia sobre o próprio Americano, que era o mandante do confronto.
De acordo com o Goytacaz, a medida tem como objetivo evitar que o clube seja prejudicado por uma eventual punição relacionada aos acontecimentos registrados durante a partida. O estádio Ary de Oliveira e Souza é de propriedade do Goytacaz e está previsto para receber a estreia do clube na Série B1 do Campeonato Carioca, no dia 5 de setembro, contra o Macaé.
Mesmo diante da interdição preventiva determinada pela Justiça Desportiva, a diretoria do Goytacaz afirmou estar convicta de que poderá estrear no Aryzão e contar com o apoio do torcedor no primeiro jogo da competição.
Entenda decisão do TJD
O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Rio de Janeiro (TJD/RJ) determinou, nesta quarta-feira (19), a interdição preventiva do Aryzão após os acontecimentos registrados na partida entre Americano e Resende.
De acordo com a decisão, a Procuradoria da Justiça Desportiva apontou problemas relacionados à segurança e à organização do jogo. Entre as ocorrências estão o arremesso de objetos em direção ao campo, a invasão do gramado por dezenas de torcedores após o encerramento da partida e a presença de pessoas não autorizadas no campo antes do início do confronto. A invasão, segundo o documento, chegou a atrasar a cerimônia de premiação.
Durante uma vistoria realizada antes da abertura dos portões, também foram encontrados nas arquibancadas objetos considerados perigosos, como pedras, vergalhões, garrafas e latas. O relatório ainda apontou problemas nos alambrados que fazem a separação entre as arquibancadas e o campo, estrutura que, segundo a Procuradoria, teria facilitado a entrada dos torcedores no gramado.
Diante do conjunto de ocorrências, o TJD/RJ considerou que havia risco à segurança de atletas, comissões técnicas, arbitragem, dirigentes, trabalhadores e torcedores. Por isso, determinou a interdição preventiva do estádio por 30 dias ou até o julgamento da denúncia, o que ocorrer primeiro.
A decisão tem caráter cautelar e não representa uma punição antecipada. O Americano também não foi considerado definitivamente responsável pelas infrações. O caso será encaminhado à 6ª Comissão Julgadora do TJD/RJ, que dará continuidade ao processo.
Com a interdição, existe a possibilidade de o Goytacaz ser impedido de utilizar o Aryzão em sua estreia na Série B1, caso a medida permaneça em vigor até o dia 5 de setembro.




