Candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes afirmou, durante entrevista ao Balanço Geral, da Record Rio, nesta terça-feira (18), que não pretende depender do próximo presidente da República para administrar o estado. Segundo o ex-prefeito, embora o Rio de Janeiro precise do apoio do Governo Federal, a solução para os problemas do estado passa principalmente por gestão.
“Eu passei por vários presidentes da República. Se ajudar o Rio de Janeiro terá meu aplauso, minha admiração, minha gratidão. O Rio vive uma situação tão crítica que a gente não pode deixar de ter auxílio do Governo Federal”, afirmou.
Paes também comparou a situação atual do estado com o cenário encontrado por ele ao assumir a Prefeitura do Rio. De acordo com o candidato, a gestão municipal enfrentava dificuldades financeiras e salários atrasados, mas, segundo ele, a situação foi solucionada por meio de medidas de gestão.
“Governo comigo é meta, acordo de resultado, compromisso. Lembro a minha entrevista aqui em 2021, você disse: Eduardo, a Prefeitura está quebrada, duas folhas atrasadas, como é que você vai resolver? Eu disse: vou resolver. Gestão, resolvemos”, declarou.
Durante a entrevista, o candidato também abordou pautas relacionadas à segurança pública, educação e saúde. Na área da saúde, Paes defendeu uma distribuição mais equilibrada dos recursos e a ampliação da estrutura hospitalar fora da Região Metropolitana.
“Você precisa que o estado cumpra sua função, que faça uma distribuição mais equilibrada dos recursos. É preciso de hospitais regionais”, afirmou.
Paes citou como exemplo a necessidade de ampliar o atendimento oncológico na Região Serrana. “Não é aceitável que o cidadão que está fazendo um tratamento de câncer na Serra Fluminense não tenha um Hospital do Câncer de Friburgo já pronto para esse atendimento”, disse.
O candidato também destacou a situação do Noroeste Fluminense e defendeu a implantação de um hospital regional público em Itaperuna. “Não é aceitável que Itaperuna e o Noroeste Fluminense não tenham um hospital regional público”, afirmou.




