Em resposta ao Manchete RJ na tarde desta terça-feira (20), o Corpo de Bombeiros rebateu as críticas sobre o vazamento de água no Shopping Popular de Campos durante a manhã e ressaltou que os comerciantes prejudicados devem procurar a administração do “Camelô” para verificar as questões de ressarcimento. Segundo a corporação, os responsáveis pelo espaço não realizaram a manutenção corretiva após um incêndio no local e foram notificados para que todo o sistema seja reparado e restabelecido o perfeito funcionamento dos equipamentos.
“Devido a um incêndio ocorrido há algum tempo no mesmo local, os dispositivos da rede de chuveiros automáticos foram danificados e não conteram a água quando o sistema foi acionado, uma vez que os responsáveis pela administração do local não realizaram a manutenção corretiva”, explica o Corpo de Bombeiros.
O assunto rapidamente repercutiu nas redes sociais, principalmente devido aos prejuízos que os comerciantes sofreram com o vazamento da água. Bancas chegaram a ficar vazias, com estoque recolhido e danificado. Sobre o tema, o Corpo de Bombeiros disse que os prejudicados devem procurar a administração do local para receber um possível ressarcimento.
A corporação confirmou ainda que estava realizando uma vistoria técnica com o objetivo de verificar as condições de segurança contra incêndio e pânico, bem como assegurar o cumprimento da legislação vigente. Quando os agentes iniciaram os testes dos equipamentos que compõem o sistema preventivo de combate a incêndio, o vazamento de água foi registrado.
No Shopping Popular Michel Haddad, o sistema estava desligado e não possuía a pressurização determinada para o funcionamento automático em caso de incêndio. Dessa forma, os militares religaram o sistema, porém, devido ao incêndio ocorrido anteriormente no mesmo local, os dispositivos da rede de chuveiros automáticos foram danificados e não conteram a água quando o sistema foi acionado, uma vez que os responsáveis pela administração do local não realizaram a manutenção corretiva. O local foi notificado para que todo o sistema seja reparado e restabelecido o perfeito funcionamento dos equipamentos”, ressalta a corporação.
Por fim, o Corpo de Bombeiros citou o Artigo 40 do Decreto Estadual n° 42/2018, afirmando que o documento deixa clara a responsabilidade do proprietário ou de seu representante legal em assegurar a manutenção permanente das medidas de segurança contra incêndio e pânico.
A Codemca emitiu uma nota durante a tarde ressaltando, junto à administração do Shopping Popular, que o incidente em questão ocorreu durante uma inspeção técnica conduzida pelo Corpo de Bombeiros.
Nota do Corpo de Bombeiros na íntegra:
Em razão do incêndio ocorrido em 02 de janeiro de 2026 em um shopping center localizado no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, realizou um levantamento em seus sistemas internos com o objetivo de verificar a situação de regularização das edificações classificadas como Shopping Centers em todo estado e, embora parte significativa dessas edificações possua documentação de regularização junto ao CBMERJ, visando o fortalecimento da prevenção, da fiscalização e da proteção da vida, o Subcomandante-Geral da Corporação determinou a realização de vistorias técnicas em todas as edificações classificadas como Shopping Centers no Estado do Rio de Janeiro. As ações têm como objetivo verificar as condições de segurança contra incêndio e pânico, bem como assegurar o cumprimento da legislação vigente.
Em Campos dos Goytacazes, as vistorias iniciaram nesta terça-feira (20.01), sendo realizadas por militares da Seção de Serviços Técnicos do 5º Grupamento de Bombeiro Militar – Campos. As vistorias são feitas com testes dos equipamentos que compõem o sistema preventivo de combate à incêndio.
No Shopping Popular Michel Haddad, o sistema estava desligado e não possuía a pressurização determinada para o funcionamento com acionamento automático durante um evento de incêndio. Dessa forma, os militares religaram o sistema, porém devido a um incêndio ocorrido um tempo atrás no mesmo local, os dispositivos da rede de chuveiros automáticos foram danificados e não conteve a água quando o sistema foi acionado, uma vez que os responsáveis pela administração do local não realizaram a manutenção corretiva.
O local foi notificado para que todo o sistema seja reparado e restabelecido o perfeito funcionamento dos equipamentos.
Para estarem plenamente regularizados junto ao CBMERJ os Shopping Centers devem possuir o Certificado de Aprovação, documento que atesta o cumprimento de todas as medidas de segurança contra incêndio e pânico estabelecidas no projeto de segurança aprovado com a emissão do Laudo de Exigências. No entanto, o Artigo 40 do Decreto Estadual n° 42/2018 deixa cristalino que é responsabilidade do proprietário ou de seu representante legal assegurar a manutenção permanente das medidas de segurança contra incêndio e pânico, em estrita conformidade com a legislação vigente, bem como providenciar a renovação do referido certificado sempre que houver modificações arquitetônicas ou alterações no layout da edificação, situação recorrente nesse tipo de edificação, em razão da dinâmica da atividade desenvolvida.
Dito isto, os comerciantes prejudicados devem procurar a administração do local para verificar as questões de ressarcimento.
A Corporação reafirma seu compromisso com a segurança da população fluminense, atuando de forma preventiva, com transparência e responsabilidade institucional.”
Nota da Codemca na íntegra:
A CODEMCA e a Administração do Shopping Popular esclarecem que as imagens recentemente veiculadas, que sugerem vazamentos causados pelas chuvas, não representam a realidade dos fatos. O incidente em questão ocorreu durante uma inspeção técnica conduzida pelo Corpo de Bombeiros. Durante a avaliação dos protocolos de segurança, registrou-se uma intercorrência pontual no sistema hidráulico de combate a incêndio (rede de sprinklers), o que gerou o fluxo de água registrado nas imagens. Informamos que a situação foi prontamente sanada. A CODEMCA reitera seu compromisso com a transparência, a segurança e o bom funcionamento do Shopping Popular.”





