Márcio Canella, deputado estadual eleito pelo União Brasil e ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso nesta quinta-feira (15) durante a Operação Unha e Carne 8, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do estado, com 197.178 votos.

O delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, também foi preso. Os dois já haviam sido alvos da PF na sexta etapa da Operação Unha e Carne, realizada em julho.
As prisões desta quinta-feira foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e são um desdobramento da sexta etapa da operação, realizada em julho.
Na ocasião, Canella e Amim foram alvos de mandados de busca e apreensão durante uma investigação sobre uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos. A apuração investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro com a anuência de políticos.
Canella acabou preso naquele 7 de julho, pois a polícia encontrou um fuzil em seu carro. Esse episódio levou à Unha e Carne 7, no mês passado, quando o vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União) foi preso por posse irregular de armas de fogo de uso restrito. Jorge não é parente de Márcio, mas adotou o sobrenome do padrinho.
Segundo a PF, o objetivo é “desarticular uma organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro”. “O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional”, afirmou.
Canella e Amim são investigados por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, entre outros crimes.
Os agentes saíram para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.
Presos até o momento:
- Christiano Gaspar Fernandes
- Giovanni Gaspar Fernandes
- José Carlos Alves de Souza Júnior
- Márcio Correia de Oliveira, o Márcio Canella
- Marcus Vinicius Amim Fernandes
- Pablo Jukia Felix Ferreira, o Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão da atividade econômica de 112 empresas investigadas no esquema — a maioria, postos de gasolina.
A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.




