O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Rio de Janeiro (TJD/RJ) determinou, nesta quarta-feira (19), a interdição preventiva do Estádio Ary de Oliveira e Souza, o Aryzão, em Campos dos Goytacazes. A decisão foi tomada após os acontecimentos registrados na partida entre Americano e Resende, disputada no dia 1º de agosto, pela Série A2 do Campeonato Carioca.
De acordo com a decisão, a Procuradoria da Justiça Desportiva apontou uma série de problemas relacionados à segurança e à organização da partida. Entre eles estão o arremesso de objetos em direção ao campo, a invasão do gramado por dezenas de torcedores após o encerramento do jogo e a presença de pessoas não autorizadas no campo antes do início do confronto. A invasão, segundo o documento, chegou a atrasar a realização da cerimônia de premiação.
Durante uma vistoria realizada antes da abertura dos portões, também foram encontrados nas arquibancadas objetos considerados perigosos, como pedras, vergalhões, garrafas e latas. O relatório ainda apontou problemas nos alambrados que fazem a separação entre as arquibancadas e o campo, estrutura que, segundo a Procuradoria, teria facilitado a entrada dos torcedores no gramado.
Diante do conjunto de ocorrências, o TJD considerou que havia risco à segurança de atletas, comissões técnicas, arbitragem, dirigentes, trabalhadores e torcedores. Por isso, determinou a interdição preventiva do estádio por 30 dias ou até o julgamento da denúncia, o que ocorrer primeiro. A decisão tem caráter cautelar e, segundo o próprio Tribunal, não representa uma punição antecipada nem significa que o Americano já tenha sido considerado responsável pelas infrações.
O caso agora será encaminhado à 6ª Comissão Julgadora do TJD/RJ, que dará continuidade ao processo. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), o Americano, o Resende e os demais envolvidos foram comunicados da decisão.
Goytacaz pode ser prejudicado
A interdição do Aryzão pode prejudicar o Goytacaz, proprietário do Aryzão. O clube tem estreia marcada na Série B1 do Campeonato Carioca para o dia 5 de setembro, contra o Macaé, justamente durante o período de 30 dias estabelecido na decisão.
No entanto, em contato com o Manchete RJ, a diretoria do clube informou que o Americano pretende assumir eventuais punições que possam ser aplicadas pela Justiça Desportiva.
Segundo a diretoria alvianil, o clube alvinegro comunicou que está trabalhando para que qualquer penalidade, seja financeira ou relacionada à perda de mando de campo, recaia sobre o próprio Americano, que era o mandante do confronto.
De acordo com o Goytacaz, a medida tem como objetivo evitar que o clube seja prejudicado por uma eventual punição relacionada aos acontecimentos registrados durante a partida. O estádio Ary de Oliveira e Souza é de propriedade do Goytacaz e está previsto para receber a estreia do clube na Série B1 do Campeonato Carioca, no dia 5 de setembro, contra o Macaé.
Mesmo diante da interdição preventiva determinada pela Justiça Desportiva, a diretoria do Goytacaz afirmou estar convicta de que poderá estrear no Aryzão e contar com o apoio do torcedor no primeiro jogo da competição.
Procurada pelo Manchete RJ, a diretoria do Americano ainda não se posicionou.




