O deputado federal Dimas Gadelha (PT-RJ) criticou a forma como o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem apresentado sua candidatura como uma missão recebida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Gadelha questiona se a mensagem divulgada por Flávio seria uma “carta ao pai ou um testamento político”. A crítica faz referência à declaração do senador de que teria recebido o “manto” de Bolsonaro para dar continuidade ao projeto político da família.
“A Presidência da República não é patrimônio de família nenhuma. Não tem escritura, não tem inventário”, afirmou Dimas.
O parlamentar também reprovou o uso de referências religiosas para legitimar uma candidatura presidencial. Para ele, a fé não deve ser transformada em instrumento de campanha nem Deus apresentado como “cabo eleitoral”.
A manifestação ocorre em meio às movimentações de Flávio Bolsonaro para consolidar seu nome na disputa pelo Palácio do Planalto. Em carta divulgada recentemente, Jair Bolsonaro reafirmou o filho como seu candidato e porta-voz político, convocando aliados e apoiadores a superarem divergências internas e se unirem em torno da campanha.
No vídeo, Dimas sustenta que a escolha do próximo presidente deve pertencer aos brasileiros, por meio do voto, e não ser tratada como uma sucessão familiar. “O nome é República porque pertence ao povo”, concluiu.




