Uma mãe procurou a reportagem do Manchete RJ nesta segunda-feira (30) para relatar um caso de suposta agressão contra uma criança autista não verbal, nível 3, de apenas 6 anos, dentro de uma escola particular em Campos. O caso aconteceu no dia 17 de março e vem sendo investigado pela 134ª Delegacia Policial.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Anna Caroline, mãe de P.d.S.S., afirmou que, no dia 17 de março, o filho voltou com hematomas espalhados pelo corpo. A partir daí, ela teria procurado a escola, localizada na Rua Cora de Alvarenga, para buscar informações sobre o ocorrido. A unidade de ensino teria informado que faria o levantamento das imagens para apuração. No entanto, essas imagens não foram mostradas à mãe e teriam sido enviadas diretamente à Polícia Civil.
Durante o vídeo, uma outra mulher que grava com Anna afirma que a justificativa apresentada teria sido de que a criança foi contida. Ela questiona a versão devido aos locais dos hematomas.
“Normalmente, as pessoas contêm pelo braço, e não havia marcas ali. Ele tinha marcas nas costas e no rosto. Vocês tentaram conter pelo rosto? Isso não existe. Queremos e pedimos justiça”, disse.
Suspeitos
Em contato com a equipe de jornalismo, a mãe da criança afirmou suspeitar de que as agressões tenham partido do mediador. Ela também disse que ele teria sido demitido da escola após o episódio.
No entanto, vale ressaltar que a reportagem do Manchete RJ procurou a Polícia Civil e a escola, mas não obteve confirmação de que as agressões tenham partido deste funcionário.
Afastamento da escola
Anna contou que, além de P.d.S.S., tem outro filho que estuda na unidade e, após o caso, eles ficaram sem frequentar a escola por uma semana. Porém, diante da dificuldade de encontrar outra instituição, retornaram na semana passada. Segundo a mãe, a criança que teria sido agredida voltou com comportamento diferente.
“Ele voltou com agitação e irritabilidade”, disse.
O que dizem a escola e a Polícia
Durante a manhã desta segunda-feira, a reportagem do Manchete RJ procurou a escola citada e a Polícia Civil em busca de esclarecimentos sobre o caso.
A delegada Carla Tavares, titular da 134ª Delegacia Policial, informou que a unidade escolar enviou uma petição relatando o ocorrido. Até o momento, ninguém havia sido ouvido, mas ela pretende ouvir os envolvidos na próxima semana. Um exame de corpo de delito já foi realizado na criança.
A escola, até a publicação desta matéria, não retornou o contato feito pela reportagem. O espaço segue aberto e a matéria será atualizada assim que houver posicionamento.






