A corrida pelo governo do Rio de Janeiro em 2026 começa a se desenhar, mas ainda longe de qualquer definição. Levantamento do Instituto Veritá revela um cenário típico de pré-campanha: liderança consolidada em números, porém fragilizada por rejeição relevante e, principalmente, por um expressivo contingente de eleitores indecisos.
Na disputa pelo Palácio Guanabara, o prefeito Eduardo Paes (PSD) aparece na dianteira, com 34,0% das intenções de voto no cenário estimulado. Em segundo lugar está Douglas Ruas (PL), com 22,4%.
Apesar da vantagem, os dados de rejeição impõem um sinal de alerta. Paes registra 24,1%, enquanto Ruas tem 22,9%, configurando empate técnico também no índice negativo. Na prática, ambos enfrentam resistência de cerca de um quarto do eleitorado — fator que pode limitar avanços ao longo da campanha.
Indecisos chegam a 86% na espontânea
O dado mais relevante, no entanto, está na falta de definição do eleitor. Na pergunta espontânea para governador, 86,1% dos entrevistados afirmam não ter candidato, evidenciando um cenário amplamente indefinido.
Mesmo quando estimulados com nomes, o quadro ainda demonstra fragilidade na consolidação do voto. O somatório de indecisos (NS/NR) e votos brancos ou nulos chega a 31,5% na disputa para governador, reforçando que quase um terço do eleitorado permanece fora de qualquer candidatura.
Na corrida para o Senado, o cenário é de equilíbrio entre forças opostas. A deputada Benedita da Silva (PT) aparece com 25,1% das intenções de voto, tecnicamente empatada com o governador Cláudio Castro (PL), que soma 23,6%.
Aqui também o nível de indefinição é expressivo: 27,8% dos eleitores declaram voto branco, nulo ou indecisão, indicando espaço relevante para mudanças no cenário.
Outro ponto de atenção é a rejeição. Benedita lidera nesse indicador, com 40,2%, enquanto Castro aparece com 28,8%. Já o ator José de Abreu (PT) surge com 13,8%, despontando como opção na disputa pela segunda vaga.
A leitura estatística do levantamento é clara: a eleição de 2026 no Rio de Janeiro está totalmente em aberto. A combinação entre alto desconhecimento, voto não cristalizado e rejeição elevada cria um ambiente volátil, no qual a consolidação das candidaturas dependerá diretamente da capacidade de comunicação com um eleitorado ainda em fase de decisão.
Sobre a pesquisa
O Instituto Veritá realizou pesquisa de opinião no Estado do Rio de Janeiro para avaliar a opinião da população sobre as Eleições de 2026. O trabalho foi realizado entre os dias 29 de março a 04 de abril de 2026.
Foram ouvidos moradores do Estado do Rio de Janeiro há pelo menos 1 (um) ano, com idade igual ou superior a 16 anos. De acordo com informações do Veritá, “foram realizadas 2.030 entrevistas estruturadas, contendo perguntas alinhadas aos objetivos do estudo.”
A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para um intervalo de confiança de 95%. A metodologia de coleta de dados se deu por meio de entrevistas conduzidas por meio de uma unidade automatizada de respostas, com tecnologia de reconhecimento de voz e transcrição de áudio para texto utilizando questionário eletrônico desenvolvido especificamente para esta pesquisa.
A amostra foi definida com base nos dados do Censo do TSE 2024, Censo2022, PNAD e PNADC, garantindo proporcionalidade por sexo, idade, escolaridade e distribuição geográfica.
*Com informações do Diário da Guanabara






