Campos dos Goytacazes, historicamente conhecida como a “capital nacional do petróleo”, vive um paradoxo que chama a atenção. Apesar de receber royalties da exploração petrolífera desde os anos 80 e figurar entre os municípios fluminenses com maior arrecadação desses recursos, a cidade apresenta um elevado índice de vulnerabilidade social.
Dados de março de 2026 indicam que 212.150 moradores estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), o que representa cerca de 43,86% da população, considerando a estimativa de aproximadamente 483 mil habitantes apontada pelo IBGE. A situação se torna ainda mais visível nas ruas. Nos últimos meses, filas quilométricas para atualização cadastral têm sido registradas, evidenciando a demanda por benefícios sociais e políticas públicas de assistência.
O Cadastro Único (CadÚnico) é um registro do governo brasileiro que reúne informações sobre famílias de baixa renda. Ele serve para identificar quem precisa de apoio social e permitir o acesso a programas como o Bolsa Família, Tarifa Social de Energia e outros benefícios.

Royalties e indicadores sociais desafiadores
Campos integra o grupo das cidades brasileiras que mais recebem compensações financeiras pela exploração de petróleo e gás. Apenas em 2024, por exemplo, o município recebeu cerca de R$ 667,4 milhões em royalties e participações especiais, ocupando a quinta posição no ranking estadual.
Mesmo com cifras expressivas, as evidências mostram que o crescimento da receita não foi acompanhado por melhorias proporcionais em indicadores sociais. Em Campos, mais de 40% da população já figurava no CadÚnico em levantamentos anteriores, reforçando a persistência do problema ao longo dos anos.
O que diz a Prefeitura?
Em contato com a reportagem do Manchete RJ, a Prefeitura de Campos destacou que foram desenvolvidos projetos para melhorar a qualidade de vida da população além da realização de mutirões. Confira:






