A proposta de orçamento da Prefeitura do Rio de Janeiro para 2027 prevê uma redução de 50,7% nos recursos destinados à Secretaria Municipal de Habitação, enquanto a Segurança Urbana deverá contar com R$ 1,15 bilhão. O projeto, que estima receitas e despesas de aproximadamente R$ 55 bilhões, está em discussão na Câmara Municipal e ainda pode sofrer alterações.
Segundo levantamento do gabinete do vereador Fernando Armelau (PL), a verba da Habitação deve cair de R$ 383 milhões, previstos para 2026, para R$ 189 milhões no próximo ano. A diferença representa uma redução de R$ 194 milhões. Já a Secretaria Municipal de Meio Ambiente poderá ter um orçamento 7,6% menor em comparação com este ano.
A redução na Habitação ocorre em um cenário de déficit de moradias na capital fluminense. Dados da Fundação João Pinheiro, utilizados pela própria prefeitura, apontam que faltam aproximadamente 200 mil residências no município. Quando consideradas também as moradias inadequadas, o número chega a cerca de 700 mil.
Segurança terá orçamento bilionário
Na direção oposta, a recém-criada Secretaria Especial de Segurança Urbana terá previsão de R$ 1,15 bilhão, o sexto maior orçamento entre as secretarias municipais. Parte do planejamento envolve a ampliação da Força Municipal, com a formação de 600 novos agentes, que deverão se somar aos 920 já formados.
Segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, a meta é alcançar 4,2 mil agentes até o final de 2028. Com a nova turma, a expectativa é ultrapassar 1,5 mil profissionais nas ruas em 2027.
Outras áreas também devem receber mais recursos. A Educação terá um aumento previsto de quase 11%, enquanto a Secretaria de Transportes poderá contar com uma verba 26% maior em relação ao orçamento deste ano.
Proposta ainda será votada
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) prevê receitas e despesas de R$ 55,2 bilhões para 2027. A Câmara iniciou as audiências públicas para discutir a distribuição dos recursos entre as áreas da administração municipal.
Durante a tramitação, os 51 vereadores poderão apresentar emendas para modificar o texto. As propostas serão analisadas antes da votação em plenário. Até a aprovação definitiva, os valores previstos para cada secretaria ainda poderão ser alterados.
*Com informações do G1





