Os bastidores da direita em Campos estão fervendo nesta semana. Os pequenos tremores vão desde a campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno até a Câmara de Campos. O Manchete RJ resume abaixo o que está acontecendo.
O primeiro atrito público começou na própria campanha de Flávio Bolsonaro. Não é segredo para ninguém que Wladimir Garotinho, ex-prefeito do município e deputado federal eleito pelo PL, é uma peça estratégica para a campanha do partido na cidade. No segundo turno, Wladimir resolveu mergulhar de vez na eleição presidencial. Acontece que o movimento Direita Campos não gostou muito e emitiu uma nota de repúdio.
Na nota, assinada pelo presidente do movimento, o Direita Campos afirma que não estará ao lado do grupo de Wladimir e que o ex-prefeito não representa seus integrantes. “Princípios não se negociam. Convicções não se vendem!”, afirma um trecho da nota.
Para reforçar os sinais de divisão, Wladimir e o movimento Direita Campos realizaram eventos em apoio a Flávio Bolsonaro no mesmo dia e horário, mas de forma separada. A situação mostra que, apesar de caminharem para o mesmo lado na disputa presidencial, os grupos não estão andando juntos nos bastidores políticos de Campos.
Atrito também na Câmara
O racha vai além da campanha de Flávio Bolsonaro e chegou também à Câmara de Campos. Dr. Abdu Neme e Nildo Cardoso, ambos representantes do Partido Liberal (PL) na Casa de Leis campista, estão com a relação estremecida, e a eleição da Mesa Diretora foi mais um capítulo dessa história.
A expectativa era de que Nildo Cardoso (PL) fosse o único candidato ao cargo de 2º vice-presidente. No entanto, de última hora, Dr. Abdu Neme também se candidatou, mas não teve êxito. Ele obteve apenas dois votos, enquanto Nildo recebeu 22.
Nos corredores, comenta-se que a relação entre os dois não é das melhores e que Abdu teria até trocado de lugar durante as sessões para não precisar se sentar ao lado de Nildo.




