Mansões, coberturas e imóveis de alto padrão, equipados com piscinas, academias particulares, adegas e amplas áreas de lazer, estão entre os alvos da 8ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15). As propriedades ficam em regiões valorizadas do estado do Rio de Janeiro, como Icaraí e Camboinhas, em Niterói, Itaipava, em Petrópolis, e Angra dos Reis.



O luxo das residências chamou a atenção durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão. Entre as estruturas encontradas estão uma piscina de grandes proporções, espaços de convivência com móveis de madeira, lounges para receber convidados, quadra de areia, academia privativa e ambientes destinados ao lazer.
Em uma das casas, os policiais localizaram aproximadamente R$ 40 mil em dinheiro dentro de uma adega, espaço originalmente destinado ao armazenamento de vinhos.
Uma das propriedades que chamaram a atenção durante a operação foi uma cobertura de luxo localizada em Camboinhas, em Niterói. A Polícia Federal divulgou uma imagem que mostra o imóvel anunciado à venda por R$ 22 milhões em uma plataforma nas redes sociais.
As propriedades estão entre os endereços investigados em uma operação que apura a atuação de uma organização suspeita de utilizar uma rede de 96 postos de combustíveis, espalhados pelo Grande Rio e pela Região dos Lagos, para lavar dinheiro. Segundo a PF, o esquema também contaria com a participação de agentes públicos e articulação política.
Entre os presos nesta fase estão o deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. Os dois já haviam sido alvos de mandados de busca e apreensão durante a sexta fase da investigação, realizada em julho.
Ao todo, a Polícia Federal mobilizou equipes para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em oito municípios fluminenses: Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.
De acordo com um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026. As investigações continuam para identificar a origem e o destino dos recursos, além da participação dos envolvidos no suposto esquema criminoso.




