Aos 121 anos completados em março, Deolira Glicéria Pedro da Silva, moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, tornou-se oficialmente a mulher mais longeva do país, reconhecida por certificado emitido pelo Rank Brasil, sistema de homologação de recordes nacionais. O geriatra Juair de Abreu Pereira, que acompanha a idosa e vem juntando documentos para comprovar o feito, acredita que a medida abre caminho para que a brasileira seja reconhecida também pelo Guinness, como a pessoa mais idosa do mundo. O título atualmente pertence à britânica Ethel Caterham, de 116 anos.
“Pelo que sei, o processo no Guinness está parado, mas acredito que (o reconhecimento pelo Rank Brasil) pode ajudar”, diz o médico na especialidade de geriatria.
A principal dificuldade da família de Deolira em comprovar a idade dela se deve ao fato de boa parte dos documentos originais da idosa terem sido perdidos em enchentes enfrentadas por ela, quando morou em Porciúncula, também no Noroeste Fluminense, onde nasceu e viveu até se mudar há cinco anos para Itaperuna. Por isso, tiveram de recorrer a cartórios para replicar registros, além de terem contado com a ajuda da Arquidiocese de Campos para validar a certidão de batismo.
A supercentenária de Itaperuna nasceu em 10 de março de 1905, antes do voo do 14 Bis, do primeiro Campeonato Carioca e da invenção da televisão. Ao nascer, o mapa-múndi era muito diferente, sem muitos dos países atuais. Nasceu sob o governo de Rodrigues Alves e tinha 9 anos no início da I Guerra Mundial.





