A Unimed de Campos e uma médica foram condenados a pagar R$ 70 mil em danos morais a uma paciente por conta de uma agulha esquecida no corpo dela após uma cesariana e uma laqueadura, ambas realizadas em 2014. A decisão de manter a condenação foi do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).
A agulha de sutura só foi descoberta após oito anos, em 2022. A paciente enfrentava dores persistentes e realizou exames de imagem que revelaram o objeto. A perícia técnica confirmou que a agulha era compatível com as utilizadas em procedimentos obstétricos, mas a tese de defesa era de que se tratava de um anzol de pesca.
A tese foi rejeitada pela Justiça, que também reafirmou a responsabilidade solidária da Unimed de Campos, pois o serviço foi prestado na rede. O valor da indenização considerou os anos de sofrimento físico e a necessidade de uma cirurgia para retirada da agulha.
*Com informações do Tempo Real




