A delegada Madeleine Dykeman, da 134ª Delegacia de Polícia, divulgou na noite de quinta-feira (2) a conclusão da investigação sobre a morte de Rhaylla Beatriz da Silva Nogueira, bebê de 2 meses que morreu em decorrência das agressões que, segundo a Polícia Civil, sofreu dentro de casa.
Segundo a Polícia Civil, após as investigações e oitivas, a autoridade policial concluiu que a mãe praticava as agressões e que o pai tinha conhecimento dos fatos, mas não agiu para impedir a continuidade da violência. A genitora foi indiciada por tortura com resultado morte, enquanto o genitor foi indiciado por deixar de adotar medidas efetivas para impedir a continuidade das agressões e proteger a criança.
Após a conclusão de todas as diligências investigativas, incluindo oitivas de testemunhas, interrogatórios dos investigados, juntada dos laudos periciais e análise do conjunto probatório, a autoridade policial representou ao Poder Judiciário pela prisão preventiva dos pais da criança.
Investigação
Durante a apuração, foram ouvidos médicos, enfermeiros, assistentes sociais, familiares e diversas testemunhas, além dos próprios investigados. A prova técnica produzida pelo Instituto Médico Legal e pelos médicos do Hospital Ferreira Machado demonstrou que a criança foi submetida a sucessivas agressões, que culminaram em sua morte.
Agressões
A investigação concluiu que Rhaylla foi vítima de violência física extrema, apresentando múltiplas fraturas, entre elas fratura de fêmur, fraturas nas costelas e traumatismo cranioencefálico. De acordo com os laudos periciais, as lesões são incompatíveis com qualquer hipótese de acidente doméstico, conclusão corroborada pelos profissionais de saúde que participaram do atendimento da vítima.
Relembre o caso
Rhaylla Beatriz ficou internada por quatro dias no Hospital Ferreira Machado (HFM) após dar entrada com diversos ferimentos provocados por agressões. A bebê não resistiu às lesões e morreu no dia 20 de junho.
O pai foi preso no dia 23 daquele mês e a mãe no dia 24. No início das investigações, o genitor era apontado como o principal suspeito das agressões. No entanto, com o avanço da apuração, a Polícia Civil concluiu que a mãe era a autora das agressões, enquanto o pai tinha conhecimento da violência, mas não adotou medidas para impedir os maus-tratos nem proteger a filha.
Com a conclusão do inquérito, a mãe foi indiciada por tortura com resultado morte. Já o pai foi indiciado por omissão, por deixar de agir para impedir a continuidade das agressões contra a criança.




