O deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito, nesta sexta-feira (17), o novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Com 44 votos favoráveis e 1 abstenção, a candidatura única do parlamentar recebeu a chancela do plenário para conduzir os trabalhos da Casa. Douglas também é pré-candidato a governador do Estado. A sessão contou com 25 ausências.
No dia 26 de março, Douglas Ruas já havia sido eleito presidente da Casa, mas a presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargadora Suely Lopes Magalhães, anulou a votação. Na decisão, a magistrada considerou que o processo eleitoral na Alerj só poderia ser deflagrado após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), conforme determinou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A composição dos deputados que integram a Mesa Diretora da Alerj não foi modificada: 1º vice-presidente, Guilherme Delaroli; 2ª vice-presidente, Tia Ju (REP); 3ª vice-presidente, Zeidan (PT); 4ª vice-presidente, Célia Jordão (PL); 1º secretário, Rosenverg Reis (MDB); 2º secretário, Dr. Deodalto (PL); 3ª secretária, Franciane Motta (União); 4º secretário, Giovani Ratinho (SDD); 1ª vogal, Índia Armelau (PL); 2º vogal, Rafael Nobre (União); 3º vogal, Valdecy da Saúde (PL); e 4º vogal, Renato Miranda (PL).
Os deputados que se ausentaram da sessão extraordinária acompanharam a votação da galeria do plenário. A bancada de oposição, formada por 25 deputados e nove partidos, irá tentar judicializar novamente a eleição, pois afirma que a votação aberta poderia estimular deputados da base governista a mudar de posição sem sofrer pressão.
Novo presidente da Alerj não será governador
Tradicionalmente, o presidente da Alerj ocupa posição de destaque na linha sucessória do governo do estado, à frente do presidente do Tribunal de Justiça. Desta vez, porém, o eleito não assumirá o comando do Executivo.
Uma decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou que o desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, permaneça como governador em exercício até que a Corte defina o modelo para escolha do novo chefe do Executivo em mandato-tampão.





